A Palestra


Palestra sobre leitura proficiente, idealizada e ministrada pelo poeta Eucajus Eugênio.


Como incentivar o hábito de leitura proficiente para alunos desprovidos de conhecimentos que envolvem a arte de ler?! Como justificar a importância da leitura num país onde bumbum, jogador de futebol, ator de novela e youtubers se tornaram culturalmente espelhos de celebridade, sinônimos de inteligência e exemplo de superação?! Como justificá-la diante de uma tecnologia que eleva o índice de leitores funcionais passivos e irreflexivos, inabilitados para interpretar e absorver a avalanche diária de conteúdos, informações e conhecimentos pré-mastigados e pré-digeridos?!


Visto que adquirimos determinado conhecimento, quando conseguimos justificá-lo, seja para nós mesmos ou para outrem, tais indagações necessitam de respostas personificadas e relacionadas à vida desses alunos. Respostas que possam emergir de suas realidades como um despertar.

Ou seja, atividades que incentivem a leitura pontuando questões relacionadas ao cotidiano de suas vidas, promovendo um diálogo sincero, abastecido de conhecimentos que dissolvam paradigmas negativos do hábito. Do contrário, é preciso aceitar o tédio, o repúdio e o esforço desinteressado dos alunos.


Tal sinceridade proposta, deve surpreender, engajar e despertar a percepção dos alunos para os processos de apreensão e significação de que o prazer não está na leitura, mas naquilo que aprendemos através dela!


Se esses alunos ouvirem honestamente que a Leitura é uma atividade cansativa, tediosa e essencialmente desagradável como cruzar um oceano de páginas num pequeno barco a remo, onde cada remada é um esforço da imaginação acompanhada pela dor no pescoço, nas costas e nos olhos. Provavelmente, esses alunos ficarão honestamente abertos para ouvir que a palavra leitura não é sinônimo de livro ou literatura. No entanto, que a atividade de leitura é o caminho mais curto para o conhecimento; que leitura se trata de um esforço edificante que os tornará capazes de lidar com uma realidade de alternativas infinitas e opções limitadas, com questões sem resposta, com recursos escassos e tempo curto; que a leitura está ligada aos cinco sentidos como ferramenta de compreensão e interpretação de escolhas mais competentes.


Uma palestra de incentivo à leitura direcionada a esse público, deve desconstruir conceitos elitizados relacionados ao hábito, deve conscientizar sobre seu poder na história da humanidade, deve fornecer técnicas e estratégias que viabilizem o despertar para leitura como atividade necessária e fundamental na formação de si – mesmos e principalmente, levá-los a refletir na leitura como um requisito de responsabilidade social.

Não afirmo que ao final da atividade todos serão amantes dos livros, mas garanto que farão leituras de notícias, novelas, filmes, seriados e músicas com outros olhos e ouvidos.


OBJETIVOS
- Fornecer tópicos relevantes do processo histórico do livro, literatura e leitura, como símbolos de poder que despertem o interesse pela leitura;
- Desconstruir alguns mitos relacionados a atividade de leitura;
- Proporcionar tópicos de reconhecimento e analise de elementos constitutivos de um livro e refletir sobre a produção e circulação como produto de consumo;
- Fornecer técnicas e estratégias que estimulem a construção de um sentido, e incentivem exercícios para formação da leitura proficiente;
- Exemplificar como a leitura proficiente proporciona um melhor aproveitamento e entendimento das diversas formas de linguagens (músicas, filmes, games...);
- Exemplificar a utilidade da leitura proficiente como instrumento de construção e constituição das competências necessárias para uma vida socialmente produtiva e
- Refletir sobre o conteúdo das redes sociais e o uso das tecnologias digitais.


ESTRATÉGIA
Em função de uma dada institucionalização da leitura, de uma dada imagem do que é ser leitor, de como essa prática deve ser exercida e de quais são as condições necessárias e idealizadas para sua realização, que testemunhamos a leitura ser erroneamente promovida em certas práticas e certos objetos de leitura, que fazem referência exclusiva à leitura de livros, todos em sua forma impressa, de gêneros em sua maioria literários e validados culturalmente.

Essas formas contemporâneas de ostentação da condição leitora, refletem a distância que há entre o que se diz e o que se faz quando o assunto é incentivo à leitura. Mecanicamente associamos, leitura à livros ou à literatura e consequentemente, incentivo à leitura, à leitura de livros.

[...] A desqualificação dos objetos implica a desqualificação das pessoas que os tomam para ler, tornando a leitura um capital individual e de classe, com valor de mercado e de status no meio social imediato. Prisioneiros da ideia de que uma certa leitura de certos objetos é a única legítima, mantemos nossa ignorância sobre as práticas de leitura efetivamente realizadas (Marcia Abreu, Leitura, História e História da Leitura - 2001, p. 154).


Outro conceito institucionalizado, é que o brasileiro lê pouco. A verdade, é o brasileiro não tem habito de comprar livros, mas a média de leitura nacional é muito boa, do contrário, não seríamos uma das nações que mais frequenta redes sociais no mundo, onde se usa o texto como a principal forma de comunicação, e nem teríamos tiragens dos “mais vendidos” na casa dos milhares quando não milhões. Cinco bilhões de reais representam o mercado brasileiro no cenário mundial, sendo, portanto, um dos maiores mercados do setor editorial em faturamento, sem falar no sucesso das telenovelas de época como releitura de cânones.

A reflexão é de que há uma espécie de preconceito aberto e declarado em relação as pessoas que não compram livros nem leem aquilo que certa elite gostaria. Outra reflexão, é de que embora leiamos muito, fato, é de que lemos mal, ouvimos mal e enxergamos mal. Ou seja, nossa leitura de diversas linguagens, interfaces e gêneros é péssima.


No entanto, a leitura não pode ser confundida com decodificação mecânica de informações com respostas convergentes a estímulos escritos pré-elaborados, que transformam o leitor num consumidor passivo de mensagens não-significativas e irrelevantes.

Como palestra, LEITUROLOGIA deve fornecer tópicos relevantes do processo histórico da leitura como atividade; descontruir conceitos elitizados do hábito; dialogar sobre as dificuldades relacionadas à atividade; apresentar conceitos e fundamentos para formação das percepções que incentivem o hábito de leituras autônomas; abordar a leitura de interfaces e linguagens do cotidiano (novelas, filmes, música...) e de meios de comunicação (internet, jornais, televisão...) apresentando técnicas e estratégias que auxiliem a constituição de uma boa leitura.


DURAÇÃO
- 80 minutos / Considerando: duas hora aula.

PÚBLICO
- Alunos do 9º ano do Fundamenta ao 3º do Ensino Médio.

RECURSOS NECESSÁRIOS
- Espaço para o máximo de 250 alunos, “sentados”.

CUSTOS
- Passagem, hospedagem e alimentação a combinar.
- R$ 5,00 por aluno.
- Mínimo de 100 e máximo 200 alunos por palestra.
- Mínimo 02 palestras.
* Fornecemos Nota Fiscal.
* Palestra gratuita para escolas inscritas no Projeto M.E.L.


PROGRAMA

História da Leitura

- A leitura surge antes da escrita.

- A leitura e o poder.

- Os meios de leitura.

O Que é Leitura

- Porque relacionamos a palavra leitura a livros?!

- Leitura é o resultado do que somos e do que podemos ser.

- Leitura visual, auditiva, palativa, olfativa e tátil.

Leitura como Necessidade

- Leitura, uma atividade de que exige esforço.

- Literatura Brasileira e os Clássicos para Enem e vestibular.

- Técnicas e estratégias de leitura: Mortimer Adler e outros.

Encerramento

- Discurso final: “Leio desde que nasci, você também!”

- Distribuição de produtos Eucajus

CONTATO

eucajus@gmail.com